Biblioteca Pública
Public Library
Galeria Plumba _ Porto / veja o vídeo da inauguração >>>
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Partindo da biblioteca de Martha Rosler (MR), reuniu-se na Galeria Plumba uma biblioteca, de livre consulta. Uma biblioteca real e “pronta a usar”, e não uma “biblioteca-objecto”.
Ao contrário do projecto de MR que citamos, não se trata aqui de uma biblioteca pessoal, construída, ao longo dos anos, por uma só pessoa – de um discurso individual. O nosso objectivo andou mais pelas bandas de Jorge Luis Borges, a busca de uma biblioteca colectiva, “ideal”.
Estamos perante uma biblioteca constituída, exclusivamente, por livros emprestados.
Mais de trinta pessoas participaram e cederam os livros que podem ser lidos e consultados livremente.
Pretendeu-se, dentro do possível, abarcar os vários domínios das artes, das letras e das ciências como qualquer biblioteca ambiciosa. A escolha foi sempre feita a três, entre quem emprestou e quem pediu emprestado. Uma espécie de comissariado de um comissariado.
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Mas como será uma biblioteca reunida desta maneira? feita de fragmentos de fragmentos? a que conclusões se pode chegar? que discurso se pode construir? Uma escolha bibliográfica pode ser considerada, em si mesma, um discurso? uma afirmação? ou, pelo contrário, uma diluição? Que conclusões se podem tirar de uma determinada selecção poética, por exemplo?
A Galeria está portanto, transformada numa pequena sala de leitura, agradável, confortável, pública, com uma boa porção de livros, escolhidos a dedo. A nossa biblioteca “ideal” entre o possível da nossa matéria-prima bibliográfica de amigos.
Esse seria, afinal, o “discurso”, que se pretende testar e partilhar.
Uma proposta de “filtro” para o caos, para a massiva produção e difusão de conhecimentos, neste caso, via indústria livreira.
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Os desenhos fazem parte de uma série intitulada "Google Image curated". As imagens base dos desenhos são encontradas no referido buscador de internet, que transforma qualquer palavra em imagens. . . . . < home
Tentando explorar e traduzir esta alquimia, os desenhos reúnem-se em torno da palavra procurada: "Barricada" no primeiro painel e "Algures", “Alhures" e "Nenhures" no segundo.
Mais uma tentativa de “comissariado”, ou de filtro para o caos, recuperando o “feito à mão”.

